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Três cientistas dos EUA dividem o prêmio de medicina; trabalho inspirou novos tratamentos contra o câncer -
Elizabeth Blackburn e Carol Greider ao lado de busto do cientista Paul Ehrlich em foto de março de 2009
ESTOCOLMO - Os americanos Elizabeth H. Blackburn, Carol Greider e Jack W. Szostak ganharam nesta segunda-feira, 5, o Prêmio Nobel de Medicina 2009, por terem descoberto um mecanismo central do funcionamento genético das células que abriu caminho para novas linhas de pesquisa para o tratamento do câncer. O trio resolveu o mistério de como os cromossomos, estruturas em forma de bastão que carregam o DNA, se protegem da degradação enquanto a célula está se dividindo. Eles encontraram a solução nas extremidades dos cromossomos, em uma estrutura conhecida como telômero, frequentemente comparada às pontas de plástico no final dos cadarços de tênis, que impedem a trama de desfiar. Os cientistas descobriram a enzima que constrói os telômeros - a telomerase - e o mecanismo pelo qual ela acrescenta DNA às pontas dos cromossomos para substituir o material genético que havia sido perdido. O processo retarda o envelhecimento e serve como uma fonte de juventude para as células "boas", mas também facilita o crescimento de tumores ao impedir a degradação de células "más". "A descoberta acrescentou uma nova dimensão para o nosso entendimento da células, jogou luz sobre mecanismos de doenças e estimulou o desenvolvimento de potenciais novos tratamentos", afirmou o Instituto Karolinska de Estocolmo, que organiza o prêmio.
Os premiados
Blackburn, nascida em 1948 na Tasmânia e com dupla nacionalidade americana-australiana, estudou na Universidade de Melbourne, se mudou para a de Cambridge e se doutorou em Yale. Desde 1990 é professora de biologia e fisiologia na Universidade de São Francisco, na Califórnia.
Sua colega Greider nasceu em 1961 em San Diego, estudou na universidade californiana de Santa Bárbara e em Berkeley e se doutorou em 1987, sob orientação de Blackburn. Atualmente é professora de biologia molecular e genética na Universidade de Baltimore.
Cientista Jack Szostak em foto de 2006
Szostak, por sua vez, nasceu em 1952 em Londres, tem nacionalidade americana e se formou entre os Estados Unidos e o Canadá, até se doutorar na Cornell University, em Nova York. É professor de genética no Hospital Geral de Massachusetts, atividade acompanhada por seu trabalho científico no Instituo Médico Howard Hughes.
O Prêmio Nobel de Medicina tem uma dotação de US$ 1,4 milhões e será entregue em 10 de dezembro, aniversário da morte de seu fundador, Alfred Nobel.
Últimos ganhadores
Já foram entregues 99 prêmios Nobel de Medicina desde que ele foi criado, em 1901. Em 37 ocasiões, o prêmio foi entregue para um cientista, 39 foram divididos em dois e por 29 vezes três cientistas foram vencedores. Em nove ocasiões não houve premiados.
Veja a lista dos premiados nos últimos dez anos:
2009 Elizabeth Blackburn (Estados Unidos/Austrália)
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